ESSa - Posters em Encontros Científicos Internacionais
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- Principais fatores indutores de stresse percecionados em enfermeiros de urgência: um estudo transversalPublication . Fernandes, Lúcia; Fernandes, Sílvia; Dias, Piedade; Raposo, Sílvia; Sauane, Sónia; Magalhães, Carlos PiresNo serviço de urgência o stresse em enfermeiros pode ser incrementado por distintos fatores, com repercussão na sua esfera profissional e pessoal. O stresse psicológico consiste numa relação estabelecida entre o individuo e o meio, cuja avaliação e percebida como algo que sobrecarrega ou excede os seus recursos, afetando o seu bem-estar sendo mediado por dois processos: a avaliação cognitiva e o coping. Objetivos: Avaliar o stresse percecionado numa amostra de enfermeiros do SU de um centro hospitalar do norte de Portugal; identificar os principais fatores indutores de stresse percecionados na amostra; analisar a relação entre o stresse percecionado e as características sociodemográficas/profissionais. Metodologia: Estudo transversal. Recorreu-se a Escala de Stresse Profissional dos Enfermeiros, composta por 34 itens que abarcam sete fatores/três domínios. Resultados: Participaram no estudo 54 enfermeiros. Obteve-se uma pontuação média de 80,94 ?± 11,95 no global da Escala de Stresse Profissional dos Enfermeiros, bem acima do mínimo possível (= 34). A carga de trabalho e a morte constituíram os principais fatores indutores de stresse percecionados. Constataram-se dissemelhanças significativas em maior número com as habilitações académicas. Os mestres apresentaram pontuações mais elevadas de stresse percecionado nos fatores VI, III, V e no global. Conclusão: Este estudo permitiu verificar que o valor global da ESPE ficou bem acima da pontuação mínima possível, demandando ações de melhoria. Constatou-se ainda, que a carga de trabalho integrada no domínio ambiente físico e a morte e o morrer integrado no domínio ambiente psicológico, constituíram por ordem decrescente, os dois principais fatores indutores de stresse percecionado. Quanto a análise do stresse percecionado em função das Os resultados permitem delinear estratégias ao nível individual e organizacional, a direcionar para as áreas geradoras de maior stresse.
- Perfil da pessoa vítima de traumatismo cranioencefálico atendido num serviço de urgência da região nordeste de PortugalPublication . Raposo, Sílvia; Fernandes, Sílvia; Dias, Piedade; Fernandes, Lúcia; Sauane, Sónia; Magalhães, Carlos PiresComo consequência de uma força mecânica direta ou indireta aplicada na cabeça ocorre um traumatismo cranioencefálico. No âmbito de saúde pública de mundial, é considerado um dos principais problemas, encontrando-se entre os tipos de trauma mais frequentes num serviço de urgência. Objetivos: Caracterizar o perfil da pessoa vítima de TCE atendida num serviço de urgência de uma Unidade Local de Saúde da região norte de Portugal. Métodos: Estudo de abordagem quantitativa, observacional e descritivo, respeitante a uma amostra de 153 vítimas de traumatismo cranioencefálico admitidas no serviço de urgência de uma unidade local de saúde, entre 5 de abril a 5 de julho de 2022. Resultados: Amostra maioritariamente do sexo masculino (56.9%), com uma média de idade de 63.5 anos, predominantemente na faixa etária ≥ 85 anos (29.4%). O fator de risco predominante foi a idade ≥ 65 anos, a principal etiologia do traumatismo foram as quedas da própria altura (56.3%), com gravidade classificada como ligeira (98.6%). Como principal sintomatologia destaca-se a perda de consciência (22.3%). A Tomografia Computorizada cerebral foi o exame de diagnóstico mais requisitado (84.9%) e as principais lesões associadas foram as lesões da pele e couro cabeludo (42.5%). A taxa de prevalência de traumatismo cranioencefálico no período observado foi de 1.68%. Conclusão: No contexto da pessoa vítima de TCE, e pelo perfil identificado, é importante que sejam implementadas medidas mais eficientes na prevenção do TCE, principalmente na pessoa idosa, ao atuar na educação para a prevenção de quedas, na identificação e sinalização de doentes de risco e no esclarecimento e orientação das vítimas e seus familiares e cuidadores, alertando-os para a possibilidade de sinais e sintomas tardios, que podem surgir vários dias após o trauma inicial. Releva ainda o papel do enfermeiro no atendimento complexo e diferenciado na prevenção de complicações.
- Burnout em enfermeiros do serviço de urgência médico-cirúrgica após a pandemia COVID-19Publication . Sauane, Sónia; Rocha, Catarina; Dias, Piedade; Fernandes, Lúcia; Raposo, Sílvia; Magalhães, Carlos PiresO burnout consiste numa síndrome psicológica, caracterizada por uma exaustão emocional, despersonalização e uma reduzida realização pessoal, decorrente do exercício de uma atividade profissional, com implicações ao nível individual e organizacional. As suas consequências podem ser muito graves, quer para os trabalhadores, quer para as instituições, e seus clientes. Objetivos: Identificar o nível de burnout percecionado pelos enfermeiros do serviço de urgência médico-cirúrgica, após a pandemia COVID-19. Analisar a relação entre as pontuações médias das dimensões do burnout e as variáveis sociodemográficas e profissionais. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional, num plano transversal, envolvendo uma amostra de 39 enfermeiros. Resultados: A maioria da amostra (51,3%) enquadra-se no nível sem burnout/burnout reduzido, 28,2% no burnout moderado e 20,5% no burnout elevado. No que concerne a pontuação media por dimensão, a mais elevada surge na exaustão emocional, com 2,60 ± 1,35. Constatou-se uma relação estatisticamente significativa em algumas dimensões, como: o sexo, as horas de trabalho diárias, a satisfação no local de trabalho e a perceção do aumento da exaustão decorrente da pandemia. Conclusão: Tendo por base o nível de burnout calculado em função do score global, no qual se encontraram percentagens consideráveis de “burnout moderado” e “burnout elevado”, refletindo uma preocupação, atendendo as consequências que se podem repercutir ao nível individual e organizacional. As percentagens de burnout moderado e burnout elevado relevam a importância da sua monitorização contínua, visando o planeamento/promoção de estratégias de intervenção combativas adequadas, bem como a sua prevenção.
- Prevalence and correlates of fear of falling in community-dwelling older adultsPublication . Pires, Patrícia; Carvalho, Joana; Pereira, Anabela; Pires, Telma; Ribeiro, OscarFear of Falling (FoF) is common in later life and may reduce mobility, lower physical activity (PA), and increase fall risk and the frequency of falls. Understanding correlates in community-dwelling older adults can guide screening and tailored interventions. To estimate fall risk and the prevalence of FoF, and to examine their associations with demographics, mobility and balance, physical activity, and fall history in community-dwelling older adults. Cross-sectional study. Participants: community-dwelling adults aged ≥65 years without cognitive impairment. Measures: FoF (FES-I), fall risk (Morse Fall Scale), mobility/balance (Timed Up and Go, TUG), physical activity (Brief Physical Activity Assessment, BPAA), demographics, and fall history. Statistics: Pearson’s correlation coefficient, chi-square, t-test, and ANOVA (α = 0.05).
- Miedo a caer: una problemática urgente entre las personas mayores en la comunidadPublication . Pires, Patrícia; Carvalho, Joana; Pires, Telma; Ribeiro, OscarElmiedo a las caídas es algo común en la población mayor que tiene graves implicaciones para la salud y constituye una importante amenaza para la independencia. Analizar la relación entre el miedo a caer y el sexo, la edad, la movilidad y equilibrio, y la actividad física en personas mayores que viven en la comunidad, para identificar factores de riesgo
- Acesso às farmácias comunitárias por populações rurais no nordeste de PortugalPublication . Costa, Carolina; Pires, Diana; Pereira, Olívia R.; Pinto, Isabel C.As populações rurais enfrentam desafios significativos no acesso a medicamentos e cuidados de saúde devido ao crescente despovoamento das áreas rurais e ao isolamento geográfico. As farmácias comunitárias desempenham um papel crucial nas zonas rurais, servindo frequentemente como o primeiro ponto de contacto com os cuidados de saúde (1,2,3). Este estudo tem como objetivo explorar a acessibilidade às farmácias comunitárias em áreas rurais, compreender a satisfação dos residentes relativamente a este aspeto e identificar os desafios enfrentados.Trata-se de um estudo observacional, descritivo e transversal, com uma amostra de conveniência não probabilística de 168 pessoas residentes em duas aldeias do concelho de Alfândega da Fé, distrito de Bragança, no nordeste de Portugal. Foi utilizado um questionário de autopreenchimento, em formato online e em papel, composto por três partes: dados sociodemográficos, acessibilidade às farmácias e satisfação com a acessibilidade. A análise estatística foi realizada no Microsoft Excel, com base no cálculo de frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central e de dispersão. Resultados: Os resultados mostraram que 42,3% (n=71) dos participantes deixaram de ir à farmácia devido aos desafios enfrentados, como a distância, o tempo necessário para chegar à farmácia e a falta de transporte. Além disso, concluiu-se que a maioria dos participantes (78%; n=131) se sente insatisfeita com a acessibilidade às farmácias comunitárias. Conclusões: Os resultados deste estudo revelam que a população rural está insatisfeita com o acesso às farmácias comunitárias e enfrenta várias dificuldades e desafios de acessibilidade. Devem ser criadas políticas para facilitar o acesso às farmácias comunitárias por parte das populações rurais.
- Resposta pré-hospitalar do enfermeiro da ambulância suporte imediato de vida à pessoa com dor torácica aguda realidades do interior norte de PortugalPublication . Gonçalves, Bruno Miguel Martins; Magalhães, Carlos PiresAs doenças cardiovasculares causam um terço das mortes no mundo. Na Europa, são 3,9 milhões anuais, traduzindo 45% do total (INEM, 2020). A dor torácica aguda (DTA), sintoma comum na síndrome coronária aguda (SCA), necessita frequentemente de cuidados de emergência (Bonaca & Sabatine, 2022). Em Portugal, o enfarte agudo do miocárdio (EAM) retrata 3,8% da mortalidade total e quase 60% da mortalidade por doença cardíaca isquémica. O enfermeiro da ambulância de suporte imediato de vida (SIV) é crucial para o diagnóstico e controle de sintomas. Conhecer o tempo de resposta pré-hospitalar e a atuação do enfermeiro da ambulância SIV nas ocorrências de DTA, com suspeita de SCA, relativamente a dois distritos do interior norte de Portugal. Estudo observacional, analítico-transversal, de cariz quantitativo. A população inclui missões de dor torácica aguda (DTA) no adulto, em ambulâncias SIV de dois distritos do interior norte de Portugal (SIV 1 e 2), ocorridas entre junho de 2017 e dezembro de 2018, totalizando 94 missões. Utilizaram-se técnicas de estatística descritiva e inferencial, calculando-se frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central e dispersão. Utilizou-se o teste de independência do Qui-quadrado para determinar a significância estatística entre variáveis qualitativas e, quando não possível, o teste exato de Fisher. Na análise dos tempos de resposta por ambulância SIV, recorreu-se ao teste paramétrico t-student, e quando não possível, ao teste não paramétrico Mann-Whitney, com nível de significância de 5%. CONCLUSÃO: Os tempos de resposta pré-hospitalar na DTA com suspeita de SCA foram longos, assim como no EAMCSST, onde o tempo total nas ambulâncias de SIV foi em média de 131 minutos, ultrapassando o tempo aconselhado (<120’) para a reperfusão. No ECG, verificou-se EAMCSST e outras alterações com potencial de gravidade elevado. O papel do enfermeiro de SIV é crucial no diagnóstico, controle e melhoria sintomática. É imprescindível que as entidades competentes reflitam e adotem estratégias para reduzir os tempos totais de resposta pré-hospitalar, permitindo a integração oportuna na janela terapêutica recomendada.
- Intervenções de enfermagem para o atendimento integral do coletivo lgtbiqa+Publication . Valbuena, Cristian Rodriguez; Gomes, Maria José; Ortigosa, Adrián Martinez; Pérez, Daniel Bortini; Sánchez, María MorenoApesar dos avanços nos direitos do coletivo LGTBQIA+, persistem a LGTBfobia e a discriminação, resultando em disparidades significativas na saúde física e mental. No campo da saúde, essas desigualdades impactam negativamente no acesso e qualidade do atendimento, levando a elevadas taxas de necessidades de saúde não atendidas. O estudo buscou identificar intervenções de enfermagem abrangentes para o coletivo LGTBIQA+, abordando barreiras, disparidades e necessidades de saúde por meio de uma revisão bibliográfica. Essas intervenções visam melhorar o atendimento e reduzir as desigualdades de saúde enfrentadas pela comunidade LGTBIQA+.
- Prevalência da disfagia na pessoa com acidente vascular cerebral na fase agudaPublication . Oliveira. António; Gomes, Maria José; Ferreira, MónicaCapacidade de deglutição, enquanto processo fisiológico fundamental da alimentação, interfere em todos os aspetos da vida social e de lazer, com grande impacto na qualidade de vida da pessoa que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além do impacto que causa a nível biopsicossocial, a disfagia pode resultar em complicações graves, incluindo pneumonias, desnutrição e desidratação, o que aumenta a mortalidade e os custos em saúde. A sua identificação precoce desempenha um papel fundamental na diminuição das complicações respiratórias, na diminuição do tempo de internamento e na redução dos custos globais de saúde (Mourão et al., 2015). O perfil técnico e o contacto próximo com os doentes, proporciona ao enfermeiro de reabilitação uma intervenção precoce e eficaz reduzindo o risco de complicações e, assim, aumentar a segurança na alimentação dos doentes.
- Bem-estar geral psicológico: um estudo transversal em enfermeiros na prática clínicaPublication . Gomes, Maria José; Neto, Alexandra; Augusto, Maria Cristina Bompastor; Torres, Cânia; Ramos, Olga MouraDecorrentedaexigênciaemocionalassociadaaosofrimento,osenfermeirosexperienciamsentimentosdestress,exaustãoemocionalebaixobem-estar.1Fatorescomoaresiliência,ambientesdepráticapositivoseobem-estarpsicológicosãofacilitadoresdaexpressãodeemoçõespositivas,oqueresultanamelhoriadodesempenhoprofissional.1,2 Peranteoexposto,definiu-separaesteestudoaseguintequestãodeinvestigação:“Qualoníveldebem-estargeralpsicológicodeenfermeirosnapráticaclínica? Comoobjetivosprocurou-se:Avaliarobem-estargeralpsicológicodeenfermeirosnapráticaclínicaearelaçãoentreobem-estargeralpsicológicoeasvariáveissocioprofissionaisdeenfermeirosnapráticaclínica
