ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus
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Percorrer ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Médicas::Outras Ciências Médicas"
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- Barreiras à comunicação entre enfermeiros e doentes em contexto de urgência: perceções e estratégias para a sua superaçãoPublication . Miranda, Sónia; Santos, Valter; Baptista, GoreteA comunicação entre enfermeiros e doentes constitui um elemento fundamental da qualidade, segurança e humanização dos cuidados de saúde, assumindo particular relevância no contexto do Serviço de Urgência, caracterizado por elevada pressão assistencial e complexidade clínica. Objetivos: Explorar as barreiras à comunicação percecionadas pelos enfermeiros que exercem funções no Serviço de Urgência, bem como as estratégias utilizadas para a sua superação. Métodos: Estudo de abordagem mista, transversal e descritivo realizado num Serviço de Urgência de um Hospital do Norte de Portugal. A componente quantitativa envolveu 78 enfermeiros, através da aplicação de um questionário estruturado com análise estatística descritiva e inferencial. A componente qualitativa integrou entrevistas semiestruturadas a 7 enfermeiros, analisadas tematicamente com recurso ao NVivo. Resultados: Os resultados evidenciaram barreiras predominantemente organizacionais (elevada carga de trabalho, limitação temporal e interrupções frequentes), fatores ambientais (ruído e a ausência de privacidade), bem como fatores profissionais e clínicos (uso de linguagem técnica, o stress e a falta de formação específica em comunicação clínica). Identificaram-se diferenças estatisticamente significativas na perceção de determinadas barreiras entre enfermeiros com e sem formação específica em comunicação clínica. Os dados qualitativos corroboraram os resultados quantitativos, evidenciando o impacto das dificuldades comunicacionais na prestação de cuidados. Conclusão: A comunicação em contexto de urgência é condicionada por múltiplas barreiras interligadas, sendo necessário investir em intervenções organizacionais e na formação em competências comunicacionais para promover cuidados de enfermagem de qualidade.
- Comunicação com a pessoa em situação crítica com delírio em contexto de cuidados intensivos: revisão integrativaPublication . Ribeiro, Raquel; Lema, Mafalda; Ferreira, Rita; Claro, Célia; Barroso, Pedro; Baptista, GoreteO delírio é frequente em unidades de cuidados intensivos e associa-se ao aumento de morbilidade, mortalidade, tempo de internamento e défices cognitivos a longo prazo. A comunicação terapêutica constitui uma intervenção essencial na prevenção e gestão do delírio, mas permanece pouco sistematizada na prática clínica. Objetivos: Identificar e sintetizar a evidência disponível sobre estratégias de comunicação utilizadas pelos profissionais de saúde na comunicação com a pessoa em situação crítica, com delírio, em contexto de cuidados intensivos. Método: Foi realizada uma revisão integrativa de natureza descritiva e exploratória. A pesquisa decorreu em outubro de 2025 nas bases de dados MEDLINE, CINAHL, Scopus e Web of Science, utilizando descritores MeSH e termos livres relacionados com delírio, comunicação e unidades de cuidados intensivos. A seleção da pesquisa permitiu a análise de 20 artigos. Registo do protocolo: OSF (DOI: 10.17605/OSF.IO/R6DU5). Da análise emergiram três categorias principais: (1) Comunicação verbal e não verbal, destacando-se a importância de linguagem clara, calma, reorientação contínua, toque terapêutico, contacto ocular e presença empática; (2) Estratégias e ferramentas de comunicação, incluindo tecnologias assistidas que complementam a comunicação humana e reduzem ansiedade, agitação e sintomas delirantes; (3) família como veículo comunicacional, com evidência do papel das visitas, mensagens gravadas e intervenções familiares estruturadas na reorientação, segurança emocional e humanização dos cuidados. Conclusão: A comunicação terapêutica, nas suas dimensões verbal, não verbal, tecnológica e familiar, constitui uma intervenção central e baseada em evidência para a prevenção e gestão do delírio em cuidados intensivos. O enfermeiro assume um papel nuclear como mediador e educador comunicacional, reforçando a necessidade de formação específica, protocolos estruturados e maior envolvimento familiar na prática clínica.
- Conhecimento e dificuldades dos enfermeiros sobre as precauções básicas de controlo de infeçãoPublication . Coelho, Juliana Raquel da Silva; Baptista, GoreteAs Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde permanecem um desafio significativo, apesar das estratégias nacionais implementadas para o seu controlo. As Precauções Básicas de Controlo de Infeção constituem a primeira linha de defesa na prevenção dessas infeções e torna-se essencial que os enfermeiros detenham conhecimento adequado nesta área. O presente estudo teve como objetivo analisar o nível de conhecimento, as perceções e os fatores condicionantes que influenciam a adesão dos enfermeiros às precauções básicas de controlo de infeção no Serviço de Urgência de uma Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal. Metodologicamente, trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, correlacional e transversal, realizado num serviço de urgência de uma Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal. A amostra, por conveniência, integrou 83 enfermeiros. Os dados foram recolhidos através de um questionário autoaplicado, elaborado pela autora, e a análise inferencial incluiu testes de Qui-quadrado e ANOVA, com um nível de significância de p < 0,05. Os resultados revelaram que a maioria dos enfermeiros apresentou nível moderado de conhecimento sobre as precauções básicas de controlo de infeção (57,8%). A experiência profissional e o grau académico evidenciaram uma tendência positiva relativamente ao conhecimento geral, embora sem significado estatístico. A formação específica em controlo de infeção que foi a única variável que demonstrou impacto positivo e estatisticamente significativo no nível de conhecimento. A principal barreira identificada para a adesão às precauções básicas de controlo de infeção foi o elevado número de doentes (79,5%), enquanto a formação contínua (92,8%) foi apontada como a estratégia mais eficaz para promover essa adesão. Concluiu-se que a maioria dos enfermeiros da amostra apresentam um nível moderado de conhecimento, embora persistam lacunas relevantes. Os resultados obtidos destacam a importância da formação contínua em controlo de infeção e salientam as dificuldades predominantemente organizacionais na sua adesão
- Envelhecimento ocupacional e qualidade de vida: um estudo transversal em bombeiros florestais portuguesesPublication . Alves, Sara Brás; Esteves, Filipa; Slezakova, Klara; Pereira, Maria do Carmo; Costa, Solange; Morais, Simone; Teixeira, João Paulo; Julio, María Pilar Molés; Fernandes, Hélder; Vaz, Josiana A.; Fernandes, AdíliaO envelhecimento da força de trabalho representa um desafio crescente nas profissões de elevada exigência física, nomeadamente no combate a incêndios florestais. A Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde constitui um indicador multidimensional particularmente relevante nestes contextos, por permitir avaliar simultaneamente as dimensões física e mental da saúde percecionada. Objetivos: Examinar a associação entre a idade e a Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde em bombeiros florestais do norte de Portugal. Metodologia: Estudo transversal realizado entre 2022 e 2023, com 181 bombeiros florestais (idade média 38,4 ± 10,5 anos; 73,5% do sexo masculino) de cinco corpos de bombeiros do distrito de Bragança. A Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde foi avaliada através da versão portuguesa do SF-36, com oito domínios e duas pontuações compósitas, Componente Física e Componente Mental. Recorreu-se à correlação de Spearman para analisar a associação entre a idade e cada domínio, e ao teste de Kruskal–Wallis com comparações post-hoc de Bonferroni para comparar grupos etários. Resultados: Os participantes apresentaram níveis globalmente elevados de Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde. A idade correlacionou-se negativamente com a Função Física (r = −0,163; p = 0,029) e a Componente Fisica (r = −0,160; p = 0,031), e positivamente com a Vitalidade (r = 0,172; p = 0,021) e a Componente Mental (r = 0,175; p = 0,018). O teste de Kruskal–Wallis revelou diferenças significativas na Função Física entre grupos etários (H = 10,50; p = 0,033), com o post-hoc a identificar uma diferença significativa entre os grupos 20–29 e 60–69 anos (p = 0,025). Conclusões: A idade associa-se a um padrão divergente na Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde dos bombeiros florestais — declínio físico em paralelo com a preservação ou melhoria do bem-estar mental. Estes resultados desafiam visões simplistas do envelhecimento ocupacional e sustentam o desenvolvimento de estratégias de saúde diferenciadas por idade no setor.
- Mobbing na enfermagem à pessoa em situação crítica - prevalência e duraçãoPublication . Amado, Liliana Isabel Ramalho; Veiga-Branco, AugustaO Mobbing ou assédio moral no trabalho, constitui um problema ocupacional em contextos de saúde, a nível psicológico, qualidade da satisfação profissional e dos cuidados prestados, entre Enfermeiros na área da Pessoa em Situação Crítica. Objetivo: Analisar a prevalência de Mobbing e a relação da sua duração com as variáveis sociodemográficas e profissionais da amostra. Método: Estudo transversal e analítico, desenvolvido através da aplicação de um questionário de autopreenchimento numa amostra intencional de 226 enfermeiros na área da Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, maioritariamente do género feminino (77,0%), com média etária de 40,36 anos (DP = 9,45), em regime laboral por turnos (87.6 %) e atividade principal em Medicina Intensiva (57,5%). Resultados: A prevalência de Mobbing em 23,9%, indica que quase um quarto dos enfermeiros, assumiu ter sido vítima deste fenómeno. Entre as vítimas, a maioria, (31,5%), reportou duração entre 7 e 12 meses, 25,9%, referem períodos de 6 meses e 18,5%, entre 13 e 36 meses. A análise revelou que a duração média da vitimização foi de 12,89 meses (DP=8,21). Apesar da ausência de significância estatística, foram observadas maiores durações médias: (1.) entre homens (13,76 vs. 12,49 meses), (2.) enfermeiros com formação especializada (16,50 meses), (3.) profissionais divorciados (16,00 meses) e (4.) enfermeiros com horário fixo (16,13 vs. 12,33 meses). Conclusão: Os resultados evidenciam que o Mobbing constitui um fenómeno frequente e prolongado no contexto da Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, podendo assumir carácter persistente. Embora não tenham sido identificadas associações estatisticamente significativas, observaram-se tendências relevantes que justificam investigação futura com amostras mais robustas.
- Perceção de satisfação dos utentes relativamente aos cuidados de enfermagem numa urgência médico-cirúrgicaPublication . Pais, Tânia Martins; Magalhães, Carlos Pires; Veiga-Branco, AugustaA avaliação da satisfação dos utentes permite obter indicadores importantes para implementar estratégias promotoras de cuidados de saúde, e como tal, de satisfação. Objetivos: Identificar a perceção de satisfação dos utentes relativamente aos cuidados de enfermagem e, avaliar a sua relação com as variáveis sociodemográficas e profissionais. Metodologia: Estudo transversal analítico, exploratório, de cariz quantitativo, a partir da aplicação da Escala de Satisfação do Cidadão face aos Cuidados de Enfermagem (ESCCE), numa amostra de 100 utentes, numa urgência médicocirúrgica. Resultados: Obteve-se uma pontuação média de perceção de satisfação de 217 ± 57,8. Constatou-se ainda que 41,8% da amostra, apresentou uma perceção elevada de satisfação, 23,2% moderada e 35,3% de baixa satisfação. Verificou-se uma relação estatística significativa com a variável habilitações literárias: os respondentes com menor nível de habilitação, apresentaram uma perceção de satisfação mais elevada (239 ± 60,8). Conclusão: Os resultados sugerem a pertinência em formação de competências técnica, relacional e comunicacional, como estratégias promotoras dos cuidados, e de satisfação, ao nível individual e institucional relativamente aos cuidados de enfermagem.
- Perfil da pessoa vítima de traumatismo cranioencefálico atendido num serviço de urgência da região nordeste de PortugalPublication . Raposo, Sílvia; Fernandes, Sílvia; Dias, Piedade; Fernandes, Lúcia; Sauane, Sónia; Magalhães, Carlos PiresIntrodução: Como consequência de uma força mecânica direta ou indireta aplicada na cabeça ocorre um traumatismo cranioencefálico. No âmbito de saúde pública de mundial, é considerado um dos principais problemas, encontrando-se entre os tipos de trauma mais frequentes num serviço de urgência. Objetivos: Caracterizar o perfil da pessoa vítima de TCE atendida num serviço de urgência de uma Unidade Local de Saúde da região norte de Portugal. Métodos: Estudo de abordagem quantitativa, observacional e descritivo, respeitante a uma amostra de 153 vítimas de traumatismo cranioencefálico admitidas no serviço de urgência de uma unidade local de saúde, entre 5 de abril a 5 de julho de 2022. Resultados: Amostra maioritariamente do sexo masculino (56.9%), com uma média de idade de 63.5 anos, predominantemente na faixa etária ≥ 85 anos (29.4%). O fator de risco predominante foi a idade ≥ 65 anos, a principal etiologia do traumatismo foram as quedas da própria altura (56.3%), com gravidade classificada como ligeira (98.6%). Como principal sintomatologia destaca-se a perda de consciência (22.3%). A Tomografia Computorizada cerebral foi o exame de diagnóstico mais requisitado (84.9%) e as principais lesões associadas foram as lesões da pele e couro cabeludo (42.5%). A taxa de prevalência de traumatismo cranioencefálico no período observado foi de 1.68%. Conclusão: No contexto da pessoa vítima de TCE, e pelo perfil identificado, é importante que sejam implementadas medidas mais eficientes na prevenção do TCE, principalmente na pessoa idosa, ao atuar na educação para a prevenção de quedas, na identificação e sinalização de doentes de risco e no esclarecimento e orientação das vítimas e seus familiares e cuidadores, alertando-os para a possibilidade de sinais e sintomas tardios, que podem surgir vários dias após o trauma inicial. Releva ainda o papel do enfermeiro no atendimento complexo e diferenciado na prevenção de complicações.
- Perfis clínico e sociodemográfico de doadores de córneas captadas para transplante por local de enucleação: estudo transversalPublication . Henrique, Pedro; Sobrinho, Ferreira; Júnior, Marcos Antonio Ferreira; Martins, MatildeDiversas condições relacionadas a triagem do doador e da forma como o tecido corneano doado para transplante é coletado são importantes no processo de doação-transplantação. Ao considerar que a coleta pode influenciar na qualidade do tecido sem contaminação e com manipulação mínima, faz-se necessário analisar o perfil desses doadores por condições e local de coleta, quando da enucleação. Objetivos: Analisar os perfis clínico e sociodemográfico de doadores de córneas captadas para transplante por local de enucleação. Método: Estudo epidemiológico observacional, transversal e analítico, com base em dados secundários de 243 enucleações realizadas entre janeiro e dezembro de 2024, registados por um BTOH de referência na região Centro-Oeste brasileira. Foram coletados dados clínicos e sociodemográficos dos doadores e registos dos procedimentos de enucleação por local de coleta. Os dados foram analisados estatisticamente de forma descritiva e inferencial. Aprovado previamente pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFMS. Resultados: A maioria das enucleações ocorreu na capital estadual, com predomínio dos hospitais da capital (55,6%). O perfil dos doadores foi maioritariamente masculino (63%) e a principal causa de óbito foi a parada cardiorrespiratória (86%). A captação bilateral foi registada em 98,8% dos casos e os desfechos das córneas variaram entre uso ótico, tectônico, treinamento e descarte, quando a hemólise foi a principal causa de inutilização (43,9%). Não foi encontrada associação estatisticamente significativa entre o local de enucleação e a classificação final das córneas (p>0,05). No entanto, variáveis como idade do doador e tipo de óbito apresentaram associação com o local de coleta, o que sugere influência indireta na qualidade do tecido ocular. Conclusão: Embora o ambiente físico da enucleação não tenha determinado diretamente o uso terapêutico do tecido, fatores clínicos e logísticos associados ao processo de captação merecem atenção.
- Prevalence and correlates of fear of falling in community-dwelling older adultsPublication . Pires, Patrícia; Carvalho, Joana; Pereira, Anabela; Pires, Telma; Ribeiro, OscarIntroduction: Fear of falling (FoF) is highly prevalent among older adults and can negatively affect mobility, physical activity (PA) levels fall risk, and falls. This study aimed to assess the prevalence of fall risk and FoF, and their associations with demographic variables, mobility, physical activity, and fall history in community-dwelling older adults. Methods: A cross-sectional study was conducted with individuals aged C 65 years without cognitive impairment. Data collected included demographics, fall risk (Morse Fall Scale), FoF (Falls Efficacy Scale International-FES-I), mobility and balance (Timed Up and Go-TUG test), PA (Brief Physical Activity Assessment-BPAA), and fall history. Statistical analyses included Pearson’s correlation coefficient, chi-square test, t-test, and ANOVA. Results: The sample comprised 300 older adults (mean age: 74.7 years; 55.3% female). Higher FoF was observed in women (M = 30.4, SD = 10.3) and those aged C 80 years (M = 33.1, SD = 13.3) (p \ 0.001). FoF was positively correlated with impaired mobility/balance (TUG: R = 0.453) and fall risk (R = 0.399), negatively correlated with PA (BPAA: R =- 0.351) and strongly associated with prior falls (R = 0.660) (all p \ 0.001). Conclusions: FoF is common among older adults, particularly women and the oldest age group, and is significantly associated with mobility limitations, low PA levels, increased fall risk, and history of falls. These findings highlight the need for tailored interventions focusing on improving mobility and promoting active lifestyles to mitigate FoF and fall risk.
- Via verde sépsis no serviço de urgência de uma unidade local de saúde do norte do país entre 2018 e 2022Publication . Dias, Piedade; Fernandes, Sílvia; Fernandes, Lúcia; Sauane, Sónia; Raposo, Sílvia; Martins, MatildeTodos os anos, em todo mundo, a sépsis e o choque séptico são problemas de saúde importantes, que afetam milhões de pessoas. Uma em cada cinco pessoas infetadas morre. Um dos fatores chave do tratamento consiste no rápido reconhecimento das manifestações clínicas que possam indicar a presença de infeção, o que possibilita um melhorar o prognóstico. Objetivos: Analisar os resultados da implementação do protocolo Via Verde Sépsis no Serviço de Urgência de Uma Unidade Local de Saúde do Norte do País, entre 2018 e 2022. Métodos: Estudo observacional de natureza quantitativa, descritivo-correlacional e analítico com enfoque transversal e retrospetivo, com recolha de dados clínicos para analisar os resultados da implementação do protocolo Via Verde Sépsis no Serviço de Urgência de Uma Unidade Local de Saúde do Norte do País, entre 2018 e 2022. A amostra ficou constituída por 316 utentes. Os dados foram recolhidos a partir de uma grelha elaborada ad hoc. O estudo obteve parecer favorável da Comissão de Ética. Resultados: Registou-se um total de 316 utentes (50,9% de homens e 40,1% de mulheres), com uma média de idade de 58,33±21,13 anos. Destacou-se o ponto de partida respiratório (54,1%). A ativação da Via Verde Sépsis, ocorreu em quase todos os utentes aquando da triagem (93,7%). Foi reduzida a taxa de utentes que faleceram, 2,5% (n=8), entre os quais 50,0% eram homens e 50,0% eram mulheres, com 62,5% na faixa etária dos 56- 75 anos e 37,5% com idade superior aos 75 anos, 75,0% foram triados com prioridade laranja e 25,0% com prioridade amarela. Conclusão: A triagem exata, o reconhecimento rápido, a reanimação precoce, a administração precoce de antibióticos e a erradicação da fonte de infeção são os componentes fundamentais para a prestação de cuidados de qualidade em caso de sépsis, com melhores outcomes de taxa de mortalidade.
