Logo do repositório
 

ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 10 de 750
  • Envelhecimento ocupacional e qualidade de vida: um estudo transversal em bombeiros florestais portugueses
    Publication . Alves, Sara Brás; Esteves, Filipa; Slezakova, Klara; Pereira, Maria do Carmo; Costa, Solange; Morais, Simone; Teixeira, João Paulo; Julio, María Pilar Molés; Fernandes, Hélder; Vaz, Josiana A.; Fernandes, Adília
    O envelhecimento da força de trabalho representa um desafio crescente nas profissões de elevada exigência física, nomeadamente no combate a incêndios florestais. A Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde constitui um indicador multidimensional particularmente relevante nestes contextos, por permitir avaliar simultaneamente as dimensões física e mental da saúde percecionada. Objetivos: Examinar a associação entre a idade e a Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde em bombeiros florestais do norte de Portugal. Metodologia: Estudo transversal realizado entre 2022 e 2023, com 181 bombeiros florestais (idade média 38,4 ± 10,5 anos; 73,5% do sexo masculino) de cinco corpos de bombeiros do distrito de Bragança. A Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde foi avaliada através da versão portuguesa do SF-36, com oito domínios e duas pontuações compósitas, Componente Física e Componente Mental. Recorreu-se à correlação de Spearman para analisar a associação entre a idade e cada domínio, e ao teste de Kruskal–Wallis com comparações post-hoc de Bonferroni para comparar grupos etários. Resultados: Os participantes apresentaram níveis globalmente elevados de Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde. A idade correlacionou-se negativamente com a Função Física (r = −0,163; p = 0,029) e a Componente Fisica (r = −0,160; p = 0,031), e positivamente com a Vitalidade (r = 0,172; p = 0,021) e a Componente Mental (r = 0,175; p = 0,018). O teste de Kruskal–Wallis revelou diferenças significativas na Função Física entre grupos etários (H = 10,50; p = 0,033), com o post-hoc a identificar uma diferença significativa entre os grupos 20–29 e 60–69 anos (p = 0,025). Conclusões: A idade associa-se a um padrão divergente na Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde dos bombeiros florestais — declínio físico em paralelo com a preservação ou melhoria do bem-estar mental. Estes resultados desafiam visões simplistas do envelhecimento ocupacional e sustentam o desenvolvimento de estratégias de saúde diferenciadas por idade no setor.
  • Saúde oral e saúde mental: uma relação bidirecional com impacto na qualidade de vida
    Publication . Prada, Alexandra; Galvão, Ana Maria
    A saúde oral e a saúde mental estão profundamente relacionadas, embora durante muito tempo tenham sido tratadas como áreas separadas dos cuidados de saúde. Quando existem problemas como cáries, dor dentária, perda de dentes, mau hálito ou doença periodontal, a pessoa pode sentir vergonha, insegurança e isolamento social, o que pode afetar negativamente o seu bem-estar psicológico. A literatura científica mostra que pessoas com perturbações depressivas ou ansiosas apresentam maior risco de cárie dentária e perda dentária, em parte devido à diminuição da motivação para a higiene oral. Metodologia Este trabalho foi elaborado através de uma revisão narrativa da literatura científica, com base em estudos recentes e relevantes sobre a associação entre saúde oral e saúde mental. Foram considerados artigos científicos publicados em revistas indexadas, incluindo uma revisão sistemática sobre ansiedade, depressão e saúde oral. Resultados Os estudos analisados indicam que existe uma associação significativa entre pior saúde mental e pior saúde oral. Uma revisão sistemática verificou que pessoas com depressão, ansiedade apresentavam maior risco de cárie dentária e perda de dentes, comparativamente à população geral. Estes resultados sugerem que o sofrimento psicológico pode interferir com rotinas de autocuidado, como escovar os dentes, usar fio dentário e procurar consultas preventivas. Além disso, alguns medicamentos utilizados no tratamento de perturbações mentais podem provocar boca seca, o que aumenta o risco de cáries, infeções e desconforto oral. Também se observou que pessoas com melhor saúde mental tendem a procurar mais frequentemente cuidados dentários. Conclusões A saúde oral e a saúde mental apresentam uma relação complexa, bidirecional e clinicamente relevante. As perturbações mentais podem dificultar o autocuidado oral e reduzir a procura de tratamento dentário, enquanto os problemas orais podem afetar a autoestima, a comunicação, a alimentação, as relações sociais e a qualidade de vida. Conclui-se que é fundamental promover uma abordagem integrada, em que médicos dentistas, médicos, psicólogos, enfermeiros e higienistas trabalhem em conjunto.
  • Literacia da alimentação e nutrição e qualidade de vida dos adolescentes em São Tomé e Príncipe
    Publication . Conceição, Ned-Lindger Neto da; Brás, Manuel Alberto; Anes, Eugénia
    A Literacia da Alimentação e Nutrição (LAN) corresponde à capacidade de aceder, compreender, avaliar e utilizar informação nutricional para promover escolhas alimentares saudáveis. Em São Tomé e Príncipe (STP), os adolescentes enfrentam uma dupla carga de malnutrição, associada a um contexto de transição nutricional e desigualdades territoriais. A relação entre LAN e Qualidade de Vida (QV) permanece pouco estudada neste contexto. Analisar a relação entre a LAN e a QV dos adolescentes em STP e explorar a influência de variáveis sociodemográficas. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal e descritivo-correlacional com 150 adolescentes dos 12 aos 18 anos, provenientes de escolas públicas de diferentes distritos. Aplicaram-se um questionário sociodemográfico, a Escala de Literacia da Alimentação e Nutrição (E-LAN; α=0,74) e o KIDSCREEN-27 para avaliação da qualidade de vida (α=0,67–0,81). Os dados foram analisados no SPSS v.28 através de correlação de Pearson, ANOVA e regressão linear múltipla. O estudo obteve aprovação ética da CESIC (n.º 005/2025). Resultados: Os participantes apresentaram níveis moderados de LAN (M=53,4; DP=8,7) e perceções satisfatórias de QV (M=124,6; DP=18,2). Não se observou associação significativa entre LAN e QV global (r=0,083; p=0,310), nem efeito preditivo da LAN na regressão múltipla (β=0,115; p=0,281). O distrito de residência foi o único preditor significativo da QV (β=-0,205; p=0,011), verificando-se valores superiores de bem-estar entre adolescentes residentes em contexto urbano. Os adolescentes urbanos apresentaram igualmente níveis mais elevados de LAN (p=0,017). Não foram observadas diferenças significativas segundo idade, sexo ou escolaridade materna. Conclusões: Os resultados sugerem que fatores territoriais exercem maior influência sobre a qualidade de vida dos adolescentes do que a literacia alimentar individual. A promoção da literacia alimentar deverá ser acompanhada por políticas intersetoriais orientadas para a redução das desigualdades territoriais e para a criação de ambientes alimentares mais equitativos.
  • Associação entre hábitos alimentares e transtornos de ansiedade: revisão sistemática da literatura
    Publication . Fernandes, Eliane; Santiago, Hernelsa; Pereira, Filomena; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues
    Os transtornos de ansiedade constituem um dos principais desafios de saúde pública global, sendo responsáveis por elevada carga de incapacidade. A literatura tem demonstrado crescente interesse no papel dos hábitos alimentares como fatores modificáveis capazes de influenciar a fisiopatologia da ansiedade. Estudos sugerem que a alimentação pode modular processos inflamatórios, oxidativos e neuroendócrinos envolvidos na expressão dos sintomas ansiosos (Aucoin et al, 2021; Lassale et al., 2019). Objetivos: Analisar a associação entre hábitos alimentares e transtornos de ansiedade. Metodologia: Realizouse uma revisão sistemática da literatura segundo as diretrizes PRISMA, recorrendo às bases PubMed e Web of Science, abrangendo publicações entre 2013 e 2024. Foram incluídos artigos em inglês ou português, disponíveis em texto integral, que relacionassem hábitos alimentares e transtornos de ansiedade em adultos. Excluíramse estudos envolvendo outras patologias e artigos de opinião. Dos 733 artigos inicialmente identificados, 10 cumpriram os critérios de inclusão. A avaliação crítica da qualidade metodológica destes estudos foi realizada através de uma versão modificada do instrumento de Crombie (1996) (Steele et al., 2003), verificando-se que a maioria (6 artigos; 60%) apresentava qualidade moderada. Resultados: Quatro estudos (40%) demonstraram que maior adesão à dieta mediterrânea está associada a menor probabilidade de transtornos de ansiedade, evidenciando os efeitos protetor desta padrão alimentar, através da redução da inflamação sistémica e da melhoria da função mitocondrial. Outros quatro estudos (40%) verificaram que maior consumo de frutas e vegetais está significativamente associado a menor risco de sintomas ansiosos e depressivos, possivelmente devido ao aporte de antioxidantes, fibras prebióticas e compostos bioativos que modulam o eixo intestino cérebro (Lassale et al., 2019). Dois estudos (20%) identificaram ainda que padrões alimentares ricos em ácidos gordos ómega3 se associam a menor risco de ansiedade, reforçando o papel dos lípidos estruturais na integridade neuronal e na regulação da neurotransmissão. Conclusões: Os resultados indicam que padrões alimentares de elevada qualidade estão associados a menor probabilidade de sintomas ansiosos. Assim, a promoção de hábitos alimentares saudáveis surge como uma estratégia promissora e custoefetiva para melhorar a saúde mental, justificando a sua integração em políticas públicas e práticas clínicas multidisciplinares.
  • Influência das redes sociais no comportamento alimentar dos jovens: revisão sistemática da literatura
    Publication . Pereira, Filomena; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues
    Uso generalizado das redes sociais entre os jovens tem vindo a modificar a forma como estes interagem com conteúdos relacionados com alimentação, corpo e saúde (Mazzeo et al, 2024; Wu et al, 2025). A exposição contínua a imagens idealizadas, padrões corporais irreais e recomendações alimentares frequentemente desprovidas de base científica pode influenciar atitudes e comportamentos alimentares (Karam et al, 2023). Este fenómeno levanta preocupações ao nível da saúde pública, particularmente no que respeita ao desenvolvimento de comportamentos alimentares disfuncionais e à insatisfação corporal. Objetivos: Rever e sintetizar a evidência científica sobre a influência das redes sociais no comportamento alimentar dos jovens. Metodologia: Foi realizada uma revisão da literatura de acordo com as orientações PRISMA. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed e Web of Science, utilizando descritores MeSH: “Social Media”, “Body Image”, “Feeding and Eating Disorders”, “Adolescent”, “Young Adult”, “Health Behavior” e “Nutrition”. Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, em língua inglesa e portuguesa, que analisassem a relação entre a utilização de redes sociais e o comportamento alimentar em jovens. A seleção dos estudos foi efetuada por leitura de títulos e resumos, seguida de avaliação em texto integral, com aplicação de critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Resultados: Foram incluídos 17 artigos na análise final. A maioria dos estudos evidencia uma associação significativa entre o uso intensivo de redes sociais e a adoção de comportamentos alimentares inadequados. Observou-se uma relação consistente com maior insatisfação corporal, internalização de ideais de magreza e muscularidade, e maior prevalência de práticas como restrição alimentar e dietas não supervisionadas. A exposição a influenciadores digitais e conteúdos centrados na aparência corporal mostrou amplificar comparações sociais negativas. Contudo, alguns estudos destacam o potencial das redes sociais como ferramentas de promoção da saúde, quando veiculam informação baseada em evidência científica. Conclusões: Redes sociais desempenham um papel dual no comportamento alimentar dos jovens, podendo constituir simultaneamente um fator de risco e uma oportunidade de intervenção. Estratégias que promovam literacia mediática e nutricional, como a regulação da qualidade da informação digital, são essenciais para minimizar efeitos adversos e potenciar benefícios para a saúde.
  • Trauma infantil e comportamento alimentar na idade adulta: revisão sistemática da literatura
    Publication . Pereira, Filomena; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues
    Trauma na infância constitui um fator de risco relevante para múltiplas consequências em saúde mental e comportamental, incluindo alterações na regulação emocional e no comportamento alimentar. A literatura sugere que experiências adversas precoces (abuso emocional, negligência, outras formas de violência), podem associar-se a compulsão alimentar, comer emocional e maior vulnerabilidade para perturbações do comportamento alimentar na idade adulta (Guillaume et al., 2016; Lagan et al, 2024; Rienecke et al, 2022) Objetivos: Sintetizar a evidência científica sobre a relação entre trauma infantil e comportamento alimentar em adultos, identificando os principais mecanismos psicossociais e comportamentais associados. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura de acordo com as orientações PRISMA. A pesquisa bibliográfica foi conduzida nas bases de dados PubMed e Web of Science, utilizando estratégia: ("childhood trauma" OR "adverse childhood experiences") AND ("eating behavior" OR "binge eating" OR "emotional eating" OR "eating disorders") AND (adults) Incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, em língua inglesa/portuguesa, que avaliassem a associação entre trauma infantil e comportamento alimentar na idade adulta. A seleção dos estudos foi realizada por leitura de títulos, resumos e texto integral. Resultados: Foram incluídos 12 artigos na análise final. Verificou-se uma associação consistente entre trauma infantil e comportamento alimentar disfuncional na idade adulta. Em vários estudos, mais de metade dos participantes com historial de trauma na infância apresentou padrões de compulsão alimentar, comer emocional ou episódios de descontrolo alimentar. O abuso emocional e a negligência foram os tipos de trauma mais frequentemente associados a maior gravidade de sintomas alimentares, insatisfação corporal e dificuldades de autorregulação. Alguns estudos relataram que o trauma precoce esteve ligado a maior risco de desenvolver perturbações alimentares e a pior bem-estar psicológico, com associações estatisticamente significativas entre exposição a experiências adversas na infância e comportamentos alimentares negativos. Conclusões: O trauma infantil está associado a maior risco de alterações do comportamento alimentar na idade adulta, mediadas por desregulação emocional, coping desadaptativo e alterações na autorregulação. Estes resultados reforçam a importância de abordagens integradas, com intervenção precoce, rastreio de experiências adversas na infância e estratégias multidisciplinares em nutrição e saúde mental.
  • BeCool.NoFool: a educação pelos pares como prática pedagógica inovadora no ensino superior
    Publication . Oliveira, Daniela; Lima, Carla Pedroso de; Prada, Ana Raquel Russo; Antão, Celeste; Carvalho, Ana Sofia Coelho; Silva, Maria Conceição da; Pinto, Márcia; Madaleno, Susana
    Os estudantes do ensino superior apresentam comportamentos sexuais de risco significativos (multiplicidade de parceiros, práticas sob influência de substâncias, uso inconsistente de preservativo), apesar dos níveis médios–altos de literacia. Perante este cenário, implementou-se o projeto sociopedagógico BeCool.NoFool, com o intuito de minimizar tais condutas no Instituto Politécnico de Bragança. Sustentado numa matriz de investigação-ação participativa, este operacionaliza a educação pelos pares como estratégia de mediação horizontal. A metodologia quantitativa-descritiva centrou-se numa ação realizada durante a Semana Académica ’25, com aplicação de um questionário à equipa de projeto e voluntários. Os resultados indicam que a intervenção contribuiu para a criação de um ambiente seguro e de suporte (64,7%). Quanto à atividade assistencial, os inquiridos reportaram a prevalência de intervenções de baixa intensidade, isto é, menos de dois casos com (52,9%), entre dois e cinco casos (29,4%) e entre cinco e dez intervenções (11,8%). A experiência de voluntariado foi avaliada de forma amplamente positiva (62,5%). Concluise que esta constitui uma prática pedagógica inovadora e, uma via eficaz para a redução de comportamentos de risco.
  • Principais fatores indutores de stresse percecionados em enfermeiros de urgência: um estudo transversal
    Publication . Fernandes, Lúcia; Fernandes, Sílvia; Dias, Piedade; Raposo, Sílvia; Sauane, Sónia; Magalhães, Carlos Pires; Júnior, Marcos
    No serviço de urgência o stresse em enfermeiros pode ser incrementado por distintos fatores, com repercussão na sua esfera profissional e pessoal. O stresse psicológico consiste numa relação estabelecida entre o individuo e o meio, cuja avaliação e percebida como algo que sobrecarrega ou excede os seus recursos, afetando o seu bem-estar sendo mediado por dois processos: a avaliação cognitiva e o coping. Objetivos: Avaliar o stresse percecionado numa amostra de enfermeiros do SU de um centro hospitalar do norte de Portugal; identificar os principais fatores indutores de stresse percecionados na amostra; analisar a relação entre o stresse percecionado e as características sociodemográficas/profissionais. Metodologia: Estudo transversal. Recorreu-se a Escala de Stresse Profissional dos Enfermeiros, composta por 34 itens que abarcam sete fatores/três domínios. Resultados: Participaram no estudo 54 enfermeiros. Obteve-se uma pontuação média de 80,94 ?± 11,95 no global da Escala de Stresse Profissional dos Enfermeiros, bem acima do mínimo possível (= 34). A carga de trabalho e a morte constituíram os principais fatores indutores de stresse percecionados. Constataram-se dissemelhanças significativas em maior número com as habilitações académicas. Os mestres apresentaram pontuações mais elevadas de stresse percecionado nos fatores VI, III, V e no global. Conclusão: Este estudo permitiu verificar que o valor global da ESPE ficou bem acima da pontuação mínima possível, demandando ações de melhoria. Constatou-se ainda, que a carga de trabalho integrada no domínio ambiente físico e a morte e o morrer integrado no domínio ambiente psicológico, constituíram por ordem decrescente, os dois principais fatores indutores de stresse percecionado. Quanto a análise do stresse percecionado em função das Os resultados permitem delinear estratégias ao nível individual e organizacional, a direcionar para as áreas geradoras de maior stresse.
  • Burnout em enfermeiros do serviço de urgência médico-cirúrgica após a pandemia COVID-19
    Publication . Sauane, Sónia; Rocha, Catarina; Dias, Piedade; Fernandes, Lúcia; Raposo, Sílvia; Magalhães, Carlos Pires
    Enquadramento: O burnout consiste numa síndrome psicológica, caracterizada por uma exaustão emocional, despersonalização e uma reduzida realização pessoal, decorrente do exercício de uma atividade profissional, com implicações ao nível individual e organizacional. As suas consequências podem ser muito graves, quer para os trabalhadores, quer para as instituições, e seus clientes. Objetivos: Identificar o nível de burnout percecionado pelos enfermeiros do serviço de urgência médico-cirúrgica, após a pandemia COVID-19. Analisar a relação entre as pontuações médias das dimensões do burnout e as variáveis sociodemográficas e profissionais. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional, num plano transversal, envolvendo uma amostra de 39 enfermeiros. Resultados: A maioria da amostra (51,3%) enquadra-se no nível sem burnout/burnout reduzido, 28,2% no burnout moderado e 20,5% no burnout elevado. No que concerne a pontuação media por dimensão, a mais elevada surge na exaustão emocional, com 2,60 ± 1,35. Constatou-se uma relação estatisticamente significativa em algumas dimensões, como: o sexo, as horas de trabalho diárias, a satisfação no local de trabalho e a perceção do aumento da exaustão decorrente da pandemia. Conclusão: Tendo por base o nível de burnout calculado em função do score global, no qual se encontraram percentagens consideráveis de “burnout moderado” e “burnout elevado”, refletindo uma preocupação, atendendo as consequências que se podem repercutir ao nível individual e organizacional. As percentagens de burnout moderado e burnout elevado relevam a importância da sua monitorização contínua, visando o planeamento/promoção de estratégias de intervenção combativas adequadas, bem como a sua prevenção.
  • Perceção de satisfação dos utentes relativamente aos cuidados de enfermagem numa urgência médico-cirúrgica
    Publication . Pais, Tânia Martins; Magalhães, Carlos Pires; Veiga-Branco, Augusta
    A avaliação da satisfação dos utentes permite obter indicadores importantes para implementar estratégias promotoras de cuidados de saúde, e como tal, de satisfação. Objetivos: Identificar a perceção de satisfação dos utentes relativamente aos cuidados de enfermagem e, avaliar a sua relação com as variáveis sociodemográficas e profissionais. Metodologia: Estudo transversal analítico, exploratório, de cariz quantitativo, a partir da aplicação da Escala de Satisfação do Cidadão face aos Cuidados de Enfermagem (ESCCE), numa amostra de 100 utentes, numa urgência médicocirúrgica. Resultados: Obteve-se uma pontuação média de perceção de satisfação de 217 ± 57,8. Constatou-se ainda que 41,8% da amostra, apresentou uma perceção elevada de satisfação, 23,2% moderada e 35,3% de baixa satisfação. Verificou-se uma relação estatística significativa com a variável habilitações literárias: os respondentes com menor nível de habilitação, apresentaram uma perceção de satisfação mais elevada (239 ± 60,8). Conclusão: Os resultados sugerem a pertinência em formação de competências técnica, relacional e comunicacional, como estratégias promotoras dos cuidados, e de satisfação, ao nível individual e institucional relativamente aos cuidados de enfermagem.