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Percorrer ESE - Livros por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais::Ciências da Educação"
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- Ambientes Educativos e Sociais: Emergências nos Países Africanos de Língua Oficial PortuguesaPublication . Mesquita, Elza; Freire-Ribeiro, Ilda; Rodrigues, Maria José; Vaz, Paula Marisa Fortunato; Gonçalves, VítorAmbientes Educativos e Sociais – Emergência(s) nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa – Volume 1, inaugura uma coleção de livros dedicada ao estudo e à reflexão sobre a educação nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), trazendo para o centro do debate académico e público experiências, desafios e transformações vividas nesses países. Reunindo contributos de Portugal e dos PALOP, esta coleção articula investigação científica, análises críticas e práticas pedagógicas, oferecendo ao leitor uma perspetiva plural sobre políticas educativas, percursos formativos e dinâmicas socioculturais emergentes, contribuindo para o desenvolvimento de políticas educativas informadas, participativas e inclusivas no espaço lusófono africano
- IX Encontro International de Formação na Docência: livro de atasPublication . Silva, Elisabete Mendes; Lopes, Rui Pedro; Mesquita, Cristina; Vaz, Paula Marisa Fortunato; Prada, Ana Raquel Russo; Costa, Jacinta Casimiro da; Pires, Manuel VaraEm 2018, Seldon e Abidoye alertaram para a revolução iminente da inteligência artificial e chamaram a atenção de todos os educadores, professores e investigadores do mundo para o que os esperava. Enquanto muitas áreas, como a medicina, os transportes ou a atividade militar, já tinham aplicado a inteligência artificial de forma extensiva, a educação era um domínio ainda negligenciado. De acordo com Seldon e Abidoye (2018), “a educação tem sido a Cinderela no contexto da história da IA – amplamente negligenciada pela literatura, pelos governos, pelas empresas e pelas instituições de ensino em todo o mundo”. Segundo os autores, “essa situação precisa de mudar urgentemente, pois a IA tem o potencial de se tornar tanto a Princesa Encantada quanto as Irmãs Feias da educação” (p. 3). Neste sentido, prevê-se que esta revolução, baseada no modelo da inteligência artificial, venha a remodelar o paradigma educativo (Holmes & Porayska-Pomsta, 2022; Khan, 2024). Este novo modelo poderá facilitar a transição digital e influenciar (positivamente) a educação e a inovação pedagógica. No entanto, ao longo destes seis anos, a inteligência artificial continuou a ser amplamente discutida, com alguns a reconhecerem os seus benefícios, aplaudindo a introdução de assistentes virtuais (chatbots) na educação, como o ChatGPT (Sidorkin, 2024), e outros a alertarem para as potenciais ameaças inerentes ao uso da AI (Harsbist, 2023). Decorrente do seu programa “Shaping Europe’s Digital Future”, a União Europeia (UE) criou uma lei da inteligência artificial que foi acordada em dezembro de 2023 pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da EU (European Commission, 2023). Esta lei pretende desempenhar um papel regulador dos riscos da inteligência artificial, propondo uma abordagem baseada no risco. As atividades de alto risco incluem a formação educacional e profissional, que têm potencial para influenciar o acesso à educação e à formação profissional de forma desigual. Estas atividades podem também abranger ações de aplicação da lei que ameaçam condicionar direitos fundamentais dos indivíduos.
- X Encontro Internacional de Formação na Docência (INCTE’26): livro de atasPublication . Mesquita, Cristina; Silva, Elisabete Mendes; Pires, Manuel Vara; Lopes, Rui Pedro; Vaz, Paula Marisa Fortunato; Prada, Ana Raquel Russo; Ribeiro, Cristiana; Costa, Jacinta Casimiro da; Castanheira, Luís; Rodrigues, Maria JoséEm tempos marcados por incertezas sociais, polarização política e desigualdades persistentes, o papel da educação ganha uma centralidade renovada. A democracia, enquanto construção coletiva, exige pessoas críticas, conscientes do seu lugar no mundo e capazes de intervir nas realidades que habitam. É neste quadro que a escola se afirma como um espaço fundamental para o exercício da liberdade e para a formação de cidadãos comprometidos com os valores democráticos. A educação, longe de ser um processo neutro, revela-se como prática de transformação e, simultaneamente, como terreno de disputa entre projetos de sociedade divergentes. Inspiramo-nos, entre outros, no pensamento de John Dewey e Paulo Freire, não como modelos a seguir, mas como fontes de interrogação crítica e de esperança ativa. Tal como Dewey (1916, 2016), entendemos a escola não como uma preparação para a vida, mas como vida em si mesma, um lugar onde se ensaia, diariamente, a experiência democrática através do diálogo, da cooperação e da construção partilhada de sentido. E, com Freire (1975), reconhecemos que a liberdade não se ensina: constrói-se com os outros, no confronto com a realidade e no desejo de a transformar. A sua pedagogia convida-nos a escutar, a problematizar e a agir, não como meros transmissores de conhecimento, mas como agentes históricos comprometidos com a emancipação. Neste contexto, não nos limitamos a evocar ideias do passado: colocamo-las em tensão com os desafios do presente. Num tempo em que as redes sociais, a estandardização dos saberes e o enfraquecimento do laço social ameaçam o sentido mais profundo da educação, convocamos esta conferência como espaço de resistência e criação – um lugar onde possamos, juntos, pensar a escola como território de liberdade, onde se aprende a viver com os outros, a argumentar com autonomia e a agir com responsabilidade. O Encontro Internacional de Formação na Docência 2026 (INCTE’26), sob o tema Caminhos para uma Democracia Viva: Educação, Liberdade e Inovação, inscreve-se nesse legado de pensamento crítico e ação comprometida. A formação de educadores e professores, neste contexto, torna-se um eixo estruturante de qualquer projeto democrático. Uma formação que integre saberes teóricos e experiências vividas, que valorize o trabalho colaborativo, que promova o pensamento crítico e que prepare para a ação ética e política no mundo. Tal como Dewey defende em Experience and Education [Experiência e Educação] (1938), a aprendizagem deve assentar na continuidade e na reconstrução da experiência, com vista a uma educação progressiva e significativa. Como Freire sublinha em Pedagogia da Autonomia (1997), educar é um ato de coragem, que exige responsabilidade, compromisso e humildade diante do saber do outro. O INCTE’26 propõe-se, assim, como espaço de encontro, reflexão e construção coletiva de alternativas pedagógicas que reforcem a vitalidade da democracia nas escolas e na sociedade. Procuramos criar pontes entre contextos diversos, experiências inovadoras e investigações comprometidas com uma escola que seja um espaço de liberdade, participação e justiça social. Reafirmamos o nosso compromisso com a formação de educadores e professores ao assinalarmos a 10.ª edição do INCTE, um evento que, ao longo da última década, conquistou reconhecimento nacional e internacional. A conferência consolidou-se como um espaço privilegiado de debate científico, partilha de práticas e construção coletiva de saberes pedagógicos. Em 2026, trazemos à reflexão um tema central para o presente e o futuro da educação.
