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- A aplicação de inteligência artificial e robótica assistiva no cuidado à pessoa idosaPublication . Santos, Bruno; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana MariaO envelhecimento populacional acarreta novos desafios para os sistemas de saúde, exigindo soluções inovadoras que promovam a autonomia, a segurança e a qualidade de vida das pessoas idosas. A Inteligência Artificial (IA) e a Robótica Assistiva (RA) têm emergido como ferramentas com potencial para transformar o cuidado geriátrico, otimizando processos, complementando o trabalho humano e personalizando as intervenções. Objetivo: Identificar e analisar criticamente a evidência científica disponível sobre a aplicação da IA e da RA no cuidado à pessoa idosa, identificando os seus contributos para a autonomia, a segurança e qualidade de vida, bem como as implicações para a prática em saúde. Método: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, segundo a estratégio PIO, nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e Google Scholar, abrangendo o período de 2015 e 2025. Incluíram-se estudos empíricos e revisões que envolvessem pessoas idosas e a utilização de IA e/ou RA no contexto de cuidado. Após a triagem e avaliação da elegibilidade, 14 estudos compuseram a amostra final. Resultados: Identificaram-se três categorias temáticas principais: (1) Promoção da autonomia e funcionalidade, com evidência de melhoria da independência física e cognitiva; (2) Interação social e bem-estar emocional, com destaque para o papel dos robôs sociais na redução da solidão e na estimulação cognitiva; e (3) Segurança e monitorização inteligente, com contributos da IA na deteção precose de riscos e no apoio à tomada de decisão clínica. Conclusão: A aplicação da IA e da RA no cuidado geriátrico mostra benefícios consistentes na promoção da autonomia e qualidade de vida das pessoas idosas, embora persistam desafios éticos, tecnológicos e de aceitação. Urge desenvolver investigações metodologicamente robustas que consolidem a evidência e orientem práticas seguras, equitativas e centradas na pessoa.
- Consumo de alimentos ultraprocessados e comportamentos de compulsão alimentar nos estudantes do Campus de Santa ApolóniaPublication . Santos, Bruno; Amaro, Cátia; Fernandes, António; Almeida-de-Souza, Juliana; Pereira, Ana Maria Geraldes RodriguesO comportamento de compulsão alimentar, é caraterizado pelo consumo excessivo de alimentos, acompanhado por uma perda de controle sobre a ingestão. Estudos revelam que os alimentos consumidos em um padrão de compulsão alimentar eram maioritariamente alimentos ultraprocessados. Objetivos: Avaliar a relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e comportamentos de compulsão alimentar nos estudantes do Instituto Politécnico de Bragança. Metodologia: Estudo de caráter quantitativo, observacional e transversal, realizado numa amostra de 25 individuos com uma idade média de 20,12 anos (± 1,716), obtidos através do método de amostragem não probabilística. Para a recolha de dados recorreu-se a um recordatório alimentar de 24 horas anteriores e ao questionário Binge Eating Scale, aplicado pelos investigadores para classificar a presença e gravidade ou a ausência de compulsão alimentar. Os alimentos ultraprocessados foram classificados de acordo com os quatro grupos da classificação NOVA, feita pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Resultados: Os resultados indicaram que 64% dos participantes apresentaram compulsão alimentar periódica moderada. Não houve associação significativa entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a compulsão alimentar, conforme classificados pela metodologia NOVA. As análises de correlação de Pearson e Spearman também não revelaram associação estatisticamente significativa entre a compulsão alimentar e os diferentes grupos NOVA de alimentos ultraprocessados. Discussão: O estudo revelou que não houve associação significativa entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a compulsão alimentar na amostra em estudo. No entanto, estudos destacam a associação direta entre alimentos ultraprocessados e transtornos alimentares, enfatizando a importância de uma avaliação crítica e investigações adicionais nesse domínio.
- O contributo das universidades séniores na promoção da longevidade positivaPublication . Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana Maria; Santos, BrunoEm Portugal, as Universidades Seniores foram reconhecidas oficialmente em 2016, por Resolução do Conselho de Ministros, como resposta social dirigida a pessoas com idade igual ou superior a 50 anos. Estas instituições integram o paradigma do envelhecimento ativo e da educação ao longo da vida, conceitos estruturantes promovidos pela Organização Mundial da Saúde e pela Comissão Europeia, que salientam a importância da participação, da saúde e da segurança como pilares de uma longevidade com qualidade. A literatura seminal introduziu a perspetiva do desenvolvimento ao longo do ciclo vital, defendendo que o envelhecimento é um processo de contínua adaptação, enquanto outros autores propõem o modelo de envelhecimento ativo e bem-sucedido, destacando o papel da aprendizagem e do controlo pessoal no bem-estar do idoso. Existe consenso na relevância das Universidades Seniores como espaços de inclusão social, cidadania e participação comunitária, enfatizando que o envelhecimento bem-sucedido combina baixo risco de doença, elevado funcionamento físico e cognitivo e envolvimento ativo com a vida. Objetivo: descrever o contributo das Universidades Seniores na promoção da longevidade positiva. Método: esta revisão sistemática seguiu as diretrizes PRISMA 2020. A pergunta de investigação foi: “Qual o impacto das Universidades Seniores na promoção da saúde mental, bem-estar e longevidade ativa em adultos com mais de 60 anos?”. A pesquisa decorreu entre março e maio de 2025 nas bases de dados Web of Science, SciELO, Google Scholar e RCAAP, utilizando descritores combinados como universidades seniores, terceira idade, longevidade ativa, educação não formal, envelhecimento ativo, bem-estar e saúde mental. Critérios de inclusão: publicações entre 2014 e 2024, em português, inglês ou espanhol, com amostras de adultos ≥60 anos, estudos empíricos (qualitativos ou quantitativos) ou revisões com foco direto em Universidades Seniores ou programas equivalentes. Critérios de exclusão: teses, artigos sem acesso integral, estudos fora do contexto educativo e trabalhos teóricos sem dados empíricos. Resultados: foram identificados 87 registos; após seleção, cinco estudos cumpriram todos os critérios de elegibilidade. A evidência indica que a participação ativa em programas educativos promove a plasticidade cerebral, previne o declínio cognitivo e retarda o aparecimento de demências. A aprendizagem contínua melhora a memória, a atenção e a capacidade de resolução de problemas, reforçando o sentido de propósito e autorrealização. As Universidades Seniores criam redes de apoio social que reduzem o isolamento, aumentam a autoestima e fortalecem o bem-estar subjetivo, conforme demonstrado por saúde cardiovacular, a mobilidade e o autocuidado. Conclusões: a participação nestas instituições traduz-se em mudanças positivas nos hábitos de vida, estimulando a autonomia, a sociabilidade e a saúde mental e física. As Universidades Seniores acrescentam vida aos anos, reforçando o conceito de longevidade positiva, envelhecer é continuar a desenvolver-se, com propósito, vitalidade e envolvimento social.
- Envelhecer não tem idadePublication . Galvão, Ana Maria; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Santos, BrunoResumo O envelhecimento populacional constitui uma das transformações demográficas mais relevantes das sociedades contemporâneas, exigindo novas abordagens conceptuais que ultrapassem visões reducionistas centradas exclusivamente na idade cronológica ou no declínio associado à velhice. O presente artigo tem como objetivo refletir sobre o envelhecimento enquanto processo contínuo e multidimensional ao longo do ciclo de vida, integrando contributos da gerontologia, das ciências sociais e da saúde pública. A partir da perspetiva do life-course, discute-se de que forma fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais interagem ao longo da vida, influenciando trajetórias individuais de saúde, bem-estar e qualidade de vida na idade avançada. São analisados conceitos como envelhecimento ativo, envelhecimento bem-sucedido e envelhecimento gratificante, destacando o papel das experiências acumuladas, das condições socioeconómicas e das redes de suporte social na construção de trajetórias de envelhecimento diferenciadas. O artigo evidencia ainda a importância dos determinantes sociais da saúde e da acumulação de vantagens e desvantagens ao longo da vida, que contribuem para desigualdades significativas nas condições de envelhecimento. Por fim, discute-se a relevância da integração da perspetiva do ciclo de vida nas políticas públicas e na Agenda 2030 das Nações Unidas, sublinhando a necessidade de estratégias intersetoriais que promovam saúde, participação social e equidade ao longo de todo o percurso de vida.
- Estratégias inovadoras de estimulação cognitiva promotoras da longevidade ativaPublication . Santos, Bruno; Galvão, Ana Maria; Ala, Sílvia Maria FernandesO envelhecimento populacional constitui um dos principais desafios das sociedades contemporâneas, exigindo respostas integradas nos domínios científico, social, educativo e político. Neste contexto, as estratégias inovadoras de estimulação cognitiva têm assumido um papel central na promoção da longevidade ativa, contribuindo para a manutenção das funções cognitivas, da autonomia, da participação social e da qualidade de vida ao longo do processo de envelhecimento. O presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sistematizada e interdisciplinar sobre estratégias de estimulação cognitiva promotoras da longevidade ativa, com base na análise crítica de estudos empíricos e contributos teóricos provenientes das áreas da saúde, sociologia, psicologia e educação. A metodologia consistiu numa revisão sistematizada da literatura científica publicada entre 2000 e 2024, recorrendo às bases de dados Scopus, Web of Science, PubMed e SciELO. A pesquisa inicial resultou em 312 publicações; após leitura de títulos e resumos, 94 artigos foram selecionados para leitura integral e 48 cumpriram os critérios de inclusão. A seleção dos estudos e a extração dos dados foram realizadas de forma independente por dois revisores, sendo as divergências resolvidas por consenso. Os resultados evidenciam benefícios consistentes das intervenções de estimulação cognitiva ao nível do bem-estar psicológico, da autoeficácia, da reserva cognitiva, da participação social e da qualidade de vida. Foram igualmente identificadas divergências na operacionalização das intervenções e lacunas relevantes, nomeadamente a escassez de estudos longitudinais e a limitada integração de fatores socioculturais. Conclui-se que a estimulação cognitiva constitui um recurso estratégico na promoção de trajetórias de envelhecimento mais ativas, inclusivas e sustentáveis
- Gerontologia e intervenção domiciliária em contexto rural: estudo de caso do projeto SilverJobsPublication . Galvão, Ana Maria; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Santos, BrunoO envelhecimento em contexto rural apresenta desafios específicos, nomeadamente o isolamento social, a baixa literacia digital e as limitações na realização das atividades de vida diária (AVD), exigindo respostas inovadoras e territorialmente ajustadas. Neste âmbito, o empreendedorismo em gerontologia surge como uma estratégia relevante para o desenvolvimento de modelos de intervenção centrados na pessoa idosa e no seu contexto de vida, promovendo o envelhecimento no domicílio com qualidade e autonomia. Objetiva-se analisar o contributo do empreendedorismo em gerontologia na promoção do envelhecimento em casa em meio rural, com enfoque no papel do gerontólogo na resposta a necessidades emergentes, no âmbito do projeto SilverJobs. Metodologicamente, trata-se de um estudo de natureza aplicada, configurado como estudo de caso desenvolvido na localidade de Varge, baseado na análise de um modelo de intervenção domiciliária que integra a atuação de gerontólogos junto de pessoas idosas residentes em contexto rural, através de acompanhamento individualizado. Os resultados evidenciam que a intervenção do gerontólogo no domicílio contribui para a redução da solidão, para o desenvolvimento de competências digitais e para o apoio na realização das AVD, promovendo maior autonomia e bem-estar. Destaca-se ainda o potencial deste modelo na criação de respostas inovadoras e sustentáveis, ajustadas às especificidades dos territórios rurais. Conclui-se que o empreendedorismo em gerontologia, operacionalizado através de projetos como o SilverJobs, constitui uma via promissora para a promoção do envelhecimento ativo em contexto rural, reforçando o papel do gerontólogo como agente de proximidade e inovação social.
- O impacto do ginásio do cérebro na função cognitiva e bem-estar psicológico de idosos institucionalizados: um estudo de intervenção em contexto residencialPublication . Santos, Bruno; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Galvão, Ana MariaO envelhecimento populacional acarreta um aumento da prevalência de deterioração cognitiva e emocional, especialmente em idosos institucionalizados. A investigação recente tem demonstrado que programas de estimulação cognitiva contribuem para a preservação da função cerebral e para a melhoria do bem-estar psicológico. O Ginásio do Cérebro surge como uma intervenção estruturada e acessível, concebida para estimular a plasticidade cerebral e promover o envelhecimento ativo através de atividades diversificadas e adaptadas às capacidades individuais. Objetivos. Avaliar o impacto de um programa de Ginásio do Cérebro na função cognitiva global e no bem-estar psicológico de idosos institucionalizados, após oito semanas de intervenção. Material e Métodos. Participaram 50 idosos (idade média = 81,4 ± 7,2 anos), residentes num lar português e sem diagnóstico de demência grave. O estudo seguiu um desenho quase-experimental com avaliação pré e pós-intervenção. O programa consistiu em sessões semanais de 45 minutos, durante oito semanas, centradas na estimulação de múltiplas funções cognitivas - memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e orientação temporalespacial, complementadas com dinâmicas de grupo para reforçar a motivação e a interação social. A avaliação foi efetuada em dois momentos (pré e pós-intervenção) através do MiniMental State Examination (MMSE) e da Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage (GDS15). Para a análise estatística, recorreu-se ao teste t de Student para amostras emparelhadas, considerando-se um nível de significância de p < 0,05. Resultados. Os participantes apresentaram melhoria significativa nas pontuações médias do MMSE (p < 0,05), indicando ganhos cognitivos, e diminuição das pontuações médias da GDS (p < 0,05), refletindo redução dos sintomas depressivos e aumento do bem-estar. Os relatos qualitativos evidenciaram ainda maior envolvimento social, motivação e prazer na realização das atividades. Questões Éticas. O estudo foi conduzido de acordo com os princípios éticos da Declaração de Helsínquia, tendo sido obtido consentimento informado dos participantes. Conclusões. O Ginásio do Cérebro revelou-se uma intervenção eficaz, de baixo custo e fácil implementação em lares de idosos, promovendo benefícios cognitivos, emocionais e sociais. Estes resultados sustentam a importância da integração de programas regulares de estimulação cognitiva em contextos residenciais, contribuindo para a autonomia funcional, a reserva cognitiva e a qualidade de vida dos idosos.
- Intervenções alimentares centradas na pessoa em estruturas residenciais para idosos: uma revisão sistemáticaPublication . Santos, Bruno; Brás, Manuel Alberto; Galvão, Ana Maria; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Anes, Eugénia; Baptista, GoreteA desnutrição em estruturas residenciais para pessoas idosas constitui um problema relevante de saúde pública, estando associada a declínio funcional, aumento da morbilidade e redução da qualidade de vida. Apesar da crescente atenção dada à nutrição em cuidados de longa duração, fatores organizacionais e ambientais relacionados com o contexto das refeições continuam frequentemente subvalorizados na prática institucional. O objetivo deste estudo foi analisar sistematicamente a evidência científica sobre intervenções alimentares centradas na pessoa em estruturas residenciais para pessoas idosas e o seu impacto nos resultados nutricionais e na experiência das refeições. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura seguindo as orientações Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA 2020). A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, CINAHL e PsycINFO, incluindo estudos publicados entre janeiro de 2000 e dezembro de 2024. Após o processo de triagem e avaliação em texto integral, 18 estudos cumpriram os critérios de inclusão. As intervenções identificadas incluíram refeições em estilo familiar, flexibilização dos horários das refeições, personalização das ementas e estratégias centradas na interação durante as refeições. Os resultados evidenciaram melhorias na ingestão alimentar, manutenção do peso corporal e aumento da interação social entre residentes. Estes achados sugerem que intervenções alimentares centradas na pessoa podem contribuir para melhorar os resultados nutricionais e promover maior dignidade, autonomia e qualidade de vida em pessoas idosas institucionalizadas.
- Literacia alimentar e prevenção da síndrome de fragilidade no idoso: uma revisão narrativaPublication . Galvão, Ana Maria; Ala, Sílvia Maria Fernandes; Santos, Bruno; Baptista, Gorete; Anes, Eugénia; Brás, Manuel AlbertoO envelhecimento populacional tem conduzido a um aumento significativo das síndromes geriátricas, entre as quais se destaca a síndrome de fragilidade, condição associada a maior vulnerabilidade fisiológica, declínio funcional e risco de eventos adversos de saúde. Neste contexto, a nutrição assume um papel fundamental na prevenção da fragilidade, particularmente através da manutenção da massa muscular, da prevenção da desnutrição e da promoção de comportamentos alimentares adequados. O presente artigo teve como objetivo analisar a relação entre literacia alimentar e prevenção da síndrome de fragilidade em pessoas idosas. Para tal, foi realizada uma revisão narrativa da literatura científica, integrando estudos nas áreas da gerontologia, nutrição clínica e saúde pública, com o propósito de compreender de que forma as competências relacionadas com a gestão da alimentação podem influenciar o estado nutricional e a funcionalidade no envelhecimento. A análise da literatura evidencia que padrões alimentares inadequados, ingestão insuficiente de proteínas e micronutrientes e presença de desnutrição estão associados ao desenvolvimento de sarcopenia e fragilidade.
- Novas alternativas no cuidado da pessoa idosa e às suas necessidades biopsicossociaisPublication . Santos, Bruno; Vaz, Paula Marisa FortunatoCom uma população cada vez mais en-velhecida, confrontada com mudanças Lsi-cas, psicológicas e sociais importantes, com o declínio das capacidades funcionais e o aumento da dependência, a principal res-posta à pessoa idosa, em Portugal, passa, ainda, pela ins.tucionalização em Lares de Idosos tradicionais. Estes são, hoje, resi-dências de caráter sobretudo assistencial, que dão assistência a pessoas com muitos anos de vida, com várias doenças crónicas, com necessidades evidentes ao nível dos cuidados de saúde. Assim, este ar.go tem como obje.vos: (i) analisar, à luz da litera-tura recente, as principais limitações do modelo de Lar de Idosos vigente em Portu-gal; (ii) iden.ficar e caracterizar os modelos de Aging in Care, Aging in Place e Aging in Community enquanto soluções residenci-ais alterna.vas; e (iii) discu.r as implica-ções destas soluções para a prá.ca profis-sional e para o desenho de polí.cas públi-cas orientadas para um envelhecimento digno, a.vo e par.cipado. A metodologia de inves.gação centrou-se numa revisão integra.va de âmbito exploratório. Assim, após a análise dos 13 ar.gos ob.dos a par-.r das bases de dados selecionadas, verifi-cou-se que os Lares Tradicionais não res-pondem adequadamente aos desafios atu-ais da fragilidade do idoso. Numa análise das soluções alterna.vas existentes, foram observados três conceitos: o Aging in Care, o Aging in Place e o Aging in Community. Concluiu-se que o Aging in Place é a solu-ção mais desejada pela maioria da popula-ção idosa. São necessários modelos flexí-veis, humanizados e adaptados à individu-alidade e autonomia de cada idoso, às suas necessidades biopsicossociais.
