Percorrer por autor "Ribeiro, Raquel"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Comunicação com a pessoa em situação crítica com delírio em contexto de cuidados intensivos: revisão integrativaPublication . Ribeiro, Raquel; Lema, Mafalda; Ferreira, Rita; Claro, Célia; Barroso, Pedro; Baptista, GoreteO delírio é frequente em unidades de cuidados intensivos e associa-se ao aumento de morbilidade, mortalidade, tempo de internamento e défices cognitivos a longo prazo. A comunicação terapêutica constitui uma intervenção essencial na prevenção e gestão do delírio, mas permanece pouco sistematizada na prática clínica. Objetivos: Identificar e sintetizar a evidência disponível sobre estratégias de comunicação utilizadas pelos profissionais de saúde na comunicação com a pessoa em situação crítica, com delírio, em contexto de cuidados intensivos. Método: Foi realizada uma revisão integrativa de natureza descritiva e exploratória. A pesquisa decorreu em outubro de 2025 nas bases de dados MEDLINE, CINAHL, Scopus e Web of Science, utilizando descritores MeSH e termos livres relacionados com delírio, comunicação e unidades de cuidados intensivos. A seleção da pesquisa permitiu a análise de 20 artigos. Registo do protocolo: OSF (DOI: 10.17605/OSF.IO/R6DU5). Da análise emergiram três categorias principais: (1) Comunicação verbal e não verbal, destacando-se a importância de linguagem clara, calma, reorientação contínua, toque terapêutico, contacto ocular e presença empática; (2) Estratégias e ferramentas de comunicação, incluindo tecnologias assistidas que complementam a comunicação humana e reduzem ansiedade, agitação e sintomas delirantes; (3) família como veículo comunicacional, com evidência do papel das visitas, mensagens gravadas e intervenções familiares estruturadas na reorientação, segurança emocional e humanização dos cuidados. Conclusão: A comunicação terapêutica, nas suas dimensões verbal, não verbal, tecnológica e familiar, constitui uma intervenção central e baseada em evidência para a prevenção e gestão do delírio em cuidados intensivos. O enfermeiro assume um papel nuclear como mediador e educador comunicacional, reforçando a necessidade de formação específica, protocolos estruturados e maior envolvimento familiar na prática clínica.
