Percorrer por autor "Garcia, Rita"
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- Quando as emoções se confundem com a vontade de comer: dados preliminaresPublication . Garcia, Rita; Afonso, Sónia; Pereira, Filomena; Veiga-Branco, AugustaA obesidade é apontada como a epidemia do Século XXI. É caracterizada como uma patologia multifatorial, envolvendo não só fatores genéticos, metabólicos mas também culturais, sociais, religiosos, comportamentais, entre outros. O comportamento alimentar envolve não só o ato da ingesta alimentar, mas também fatores psicossociais, culturais e emocionais. Por detrás da obesidade, existem uma série de comportamentos, que desencadeiam a ingestão excessiva de comida e o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC), sendo: os fatores externos, como o cheiro e a apresentação da comida; a restrição alimentar, a ingesta de alimentos em excesso após períodos de abstinência; a ingestão por fome emocional, emoções negativas e carência efetiva. Estes fenómenos em conjunto desencadeiam um aumento de ingesta alimentar onde a comida é vista como fonte de prazer. Assim, os objetivos deste trabalho passam por conhecer a relação entre o IMC e os três domínios do Comportamento Alimentar (Ingestão Emocional, Restrição Alimentar, Ingestão Externa). Foi realizado um estudo exploratório de caracter quantitativo. Os dados foram coletados em prática clínica de Nutrição, no Norte e Centro de Portugal. O Instrumento de recolha de dados foi um questionário sociodemográfico com recolha de dados antropométricos e o Questionário Holandês do Comportamento Alimentar (QHCA) traduzido e validado para a população portuguesa, cujas variáveis se expressam através de uma escala de Lickert (1=nunca e 5=muito frequente). Foram recolhidos questionários de 33 respondentes, dos quais 90,9% (N=30) são do género feminino e 9,1% (N=3) ao género masculino, com idades compreendidas entre os 18 e os 58 anos. No referente à categorização do IMC constatou-se que 33,3% dos participantes apresentavam normopeso; 33,3% apresentavam excesso de peso; 27,3% apresentavam obesidade Grau I e ainda 3,1% apresentavam Obesidade Grau II e III. No que concerne à análise descritiva do instrumento QHCA foram obtidos os seguintes valores para os três diferentes domínios: Restrição Alimentar (X=3,50; DP=1,13), Ingestão Externa (X=2,65; DP=1,12), Ingestão Emocional (X=2,39; DP= 1,41). Com base nestes resultados preliminares do estudo, e nesta amostra inicial, pôde verificar-se que os participantes recorrem com mais frequência à Restrição Alimentar, seguindo-se a Ingestão Externa e por fim a Ingestão Emocional.
- Regulação emocional e a sua relação com o índice de massa corporalPublication . Garcia, Rita; Afonso, Sónia; Pereira, Filomena; Veiga-Branco, AugustaEstudos atuais evidenciam que o sofrimento emocional e as emoções negativas desencadeiam o aumento da ingesta alimentar e diminuem a agradabilidade da comida principalmente em indivíduos com elevado Índice de Massa Corporal (IMC), o que pode ser explicado, como um modo inconsciente de aliviar o sofrimento. Indivíduos com Perturbações do Comportamento Alimentar apresentam igualmente dificuldades de expressão emocional, caracterizando-se pela dificuldade de distinguir e descrever as próprias emoções. Os objetivos deste trabalho de investigação passam por conhecer a relação entre o IMC e a Regulação emocional. Este é um estudo exploratório, quantitativo, com dados coletados em prática clínica de Nutrição no Norte e Centro de Portugal. O Instrumento de recolha de dados foi o questionário sociodemográfico e dados antropométricos e a Escala de Dificuldades de Regulação Emocional (EDRE) traduzida e validada para a população portuguesa. Foram recolhidos 33 questionários dos quais 90,9% (N=30) pertencentes a género feminino e 9,1% (N=3) ao género masculino, com idades compreendidas entre os 18 e os 58 anos. No referente à categorização do IMC constata-se que 33,3% dos participantes apresentavam normopeso; 33,3% apresentavam excesso de peso; 27,3% apresentavam obesidade Grau I e 3,1% apresentavam Obesidade Grau II e III. No que concerne à análise descritiva do instrumento EDRE, cujas variáveis se expressam através de uma escala de Lickert (1=quase nunca e 5=quase sempre). A análise descritiva revela os seguintes valores para os diferentes domínios, respetivamente: Falta de Consciência Emocional (M=3,85; DP=1,25); Falta de Clareza Emocional (x=2,78; DP=1,60); seguidamente, Dificuldades no Controlo de Impulsos (x=2,59; DP= 1,51); Dificuldades em Agir de Acordo com os Objetivos (M=2,59; DP= 1,46); Não aceitação das Respostas Emocionais (x= 2,48; DP= 1,48); e finalmente, com a frequência mais baixa, o Acesso Limitado as Estratégias de Regulação (x=2,36; DP=1,44). Os resultados preliminares do estudo, além de revelarem que os participantes sentem com frequência Falta de Consciência Emocional, e dificuldades em gestão emocional, considera-se pertinente a divulgação de ações em Educação Emocional nesta população, em especial, na população que apresenta alterações do comportamento alimentar.
