Percorrer por autor "Amado, Liliana Isabel Ramalho"
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- Dimensões de mobbing: estudo na área da enfermagem à pessoa em situação críticaPublication . Amado, Liliana Isabel Ramalho; Veiga-Branco, AugustaO mobbing, é um fenómeno estudado a partir final do século XX, que configura uma tipologia de violência, descrita pelos seus estudiosos clássicos (João, 2012), como um dos problemas mais incapacitantes e devastadores para os trabalhadores, em comparação com outros tipos de stress laborais (Einarsen et al., 2020), em todos os continentes e culturas (Alper, 2025; Wuni et al., 2025; Šagátová et al., 2025) em todos os contextos, e portanto, também em contexto laboral de saúde (João et al., 2023; Zau et al. 2025), lugar onde a promoção da saúde e do bem-estar profissional assumem particular relevância. É definido por Leymann como "terror psicológico" (João, 2012 ) se vivido de forma contínua e sistemática, por um período superior a seis meses, e com episódios de pelo menos duas vezes por semana. Estas ações, direcionadas contra um indivíduo isolado (Sarioğlu et al, 2025) no ambiente laboral, têm como objetivo desestabilizar a sua construção intrapessoal, as suas relações interpessoais, comprometer a sua reputação, dificultar o desempenho das suas funções e, por fim, levar a vítima a abandonar o local de trabalho. No estudo de Einarsen et al. (2020), os autores propõem uma definição mais ampla e atualizada e definem o mobbing como maus-tratos sistemáticos e prolongados infligidos por supervisores e/ou colegas, em que as vítimas têm dificuldade em defender-se, com comorbilidades consequentes como o esgotamento e a angústia (Makarem, 2025) ou a diminuição do sentimento de esperança (Sarioğlu et al., 2025). Mendes e Veiga (2023), numa perspetiva mais psicossocial, descrevem o mobbing como um conjunto de ações verbais ou psicológicas, sistemáticas e persistentes, com o intuito de intimidar, denegrir ou desgastar emocionalmente a vítima.
- Mobbing em Enfermeiros – Estudo na Área da Enfermagem à Pessoa em Situação CríticaPublication . Amado, Liliana Isabel Ramalho; Veiga-Branco, Augusta; Pires, Luís Carlos AlmeidaO Mobbing é um fenómeno que é exposto na literatura científica, seja na componente laboral em Enfermagem em geral, seja na área da Pessoa em Situação Crítica (EPSC), com consequências a nível biológico, psicossocial, cultural e espiritual. Objetivo geral: Analisar o nível de prevalência de Mobbing e o impacto pessoal e profissional, segundo a perceção da amostra, no contexto laboral dos Enfermeiros na área da EPSC. Objetivos específicos: Analisar as associações estatisticamente significativas entre as Dimensões do Mobbing e as variáveis sociodemográficas da amostra; identificar o perfil dos agressores, das vítimas e dos espetadores, bem como as estratégias de Coping utilizadas perante as condutas de Mobbing, em contexto de EPSC. Métodos: Estudo de carácter transversal e analítico, a partir da análise aos dados recolhidos, através da aplicação do Instrumento de Recolha de Dados (IRD), “Leymann Inventory of Psychological Terrorization (LIPT – 60)” validado numa população de Enfermeiros portugueses (Carvalho, 2009; João, 2012) a partir do original (González de Rivera & Rodríguez-Abuín 2005). O questionário foi aplicado, em formato digital através da plataforma Google Forms, a uma amostra de 226 Enfermeiros que prestam cuidados na área da EPSC. Esta amostra é maioritariamente feminina (77,0%), com média de idade de 40,36 anos, em situação de conjugalidade (64,2%) e formação académica para além da licenciatura (65,4%). Resultados: A análise revelou que o nível de prevalência global de Mobbing era de 23,9%, ou seja 54 Enfermeiros da amostra, assumiram terem sido vítimas de Mobbing, e, com maiores pontuações nas seguintes Dimensões: no Bloqueio à Comunicação (𝑥 =1,47; DP= 0,63), na Difamação (𝑥 = 1,15; DP= 0,54) e no Isolamento (𝑥 = 1,00; DP= 0,44). Relativamente ao impacto pessoal e profissional, segundo a perceção da amostra, verificou-se que a nível pessoal, 88,9% das vítimas afirmaram ter tido consequências a nível físico e/ou mental, e destes, 49,2% destacam sintomas como ansiedade, e 27,3% assumem ter insónias e 24,2% insegurança. No plano profissional, 64,8% dos participantes, vítimas, afirmaram que as experiências de Mobbing, comprometeram o seu desempenho no local de trabalho. Além disto, também foram identificadas associações estatisticamente significativas entre o Mobbing e variáveis como o género (p = 0,027), o tipo de contrato (p = 0,010), o grau académico (p = 0,009) e o horário de trabalho (p = 0,015). Os resultados sugerem que as vítimas de Mobbing em contexto de EPSC são, predominantemente, enfermeiras com contrato a termo, sem título de especialista e com horário fixo. Os principais agressores identificados foram superiores hierárquicos (40,7%) e colegas da mesma categoria profissional (42,6%). No que diz respeito aos espetadores, num total de 111 (49,11%) – são maioritariamente do género feminino (80,18%), 6,3% são enfermeiros com Especialidade, 4,5% detêm Mestrado, e um é Doutor. Relativamente às estratégias de Coping foi verificado que a maioria das vítimas (59,3%) não procurou ajuda e as formas utilizadas para superar o Mobbing foram: aprender a não se deixar perturbar (44,4%) e manifestar indiferença perante as situações de abuso (14,8%). Conclusão: Os resultados obtidos demonstram a presença real e persistente do Mobbing nos contextos de EPSC, o que reforça a necessidade de políticas institucionais eficazes, formação contínua e liderança ética. Este estudo permitiu aprofundar a compreensão do fenómeno, o que contribui para a construção de ambientes laborais mais seguros e humanizados para os profissionais de Enfermagem.
- Mobbing na enfermagem à pessoa em situação crítica - prevalência e duraçãoPublication . Amado, Liliana Isabel Ramalho; Veiga-Branco, AugustaO Mobbing ou assédio moral no trabalho, constitui um problema ocupacional em contextos de saúde, a nível psicológico, qualidade da satisfação profissional e dos cuidados prestados, entre Enfermeiros na área da Pessoa em Situação Crítica. Objetivo: Analisar a prevalência de Mobbing e a relação da sua duração com as variáveis sociodemográficas e profissionais da amostra. Método: Estudo transversal e analítico, desenvolvido através da aplicação de um questionário de autopreenchimento numa amostra intencional de 226 enfermeiros na área da Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, maioritariamente do género feminino (77,0%), com média etária de 40,36 anos (DP = 9,45), em regime laboral por turnos (87.6 %) e atividade principal em Medicina Intensiva (57,5%). Resultados: A prevalência de Mobbing em 23,9%, indica que quase um quarto dos enfermeiros, assumiu ter sido vítima deste fenómeno. Entre as vítimas, a maioria, (31,5%), reportou duração entre 7 e 12 meses, 25,9%, referem períodos de 6 meses e 18,5%, entre 13 e 36 meses. A análise revelou que a duração média da vitimização foi de 12,89 meses (DP=8,21). Apesar da ausência de significância estatística, foram observadas maiores durações médias: (1.) entre homens (13,76 vs. 12,49 meses), (2.) enfermeiros com formação especializada (16,50 meses), (3.) profissionais divorciados (16,00 meses) e (4.) enfermeiros com horário fixo (16,13 vs. 12,33 meses). Conclusão: Os resultados evidenciam que o Mobbing constitui um fenómeno frequente e prolongado no contexto da Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, podendo assumir carácter persistente. Embora não tenham sido identificadas associações estatisticamente significativas, observaram-se tendências relevantes que justificam investigação futura com amostras mais robustas.
- Prevalência de diferentes perfis de liderança nas equipas de enfermagem: revisão sistemática da literaturaPublication . Anes, Eugénia; Versos, Ana; Rodrigues, Joana Almeida; Amado, Liliana Isabel Ramalho; Poça, Matilde Cristina Costa daO cumprimento dos desígnios de cada organização é alcançado quando os chefes/responsáveis (líderes) de cada organização assumem o desafio de gestão e coordenação da capacidade e do conhecimento dos seus colaboradores para que assim sejam alcançados os objetivos delineados por cada serviço (Fradique & Mendes, 2013). O papel que cada enfermeiro desenvolve na gestão e na liderança é fundamental para a criação de cuidados e de serviços de excelência. A liderança em enfermagem inclui a “direção e orientação de outros, bem como a criação de um ambiente e de condições de excelência favoráveis ao desenvolvimento continuo e à qualidade dos cuidados” (Ordem dos Enfermeiros, 2000 p.1). Liderar com eficácia é sobretudo a capacidade de desenvolver um interesse genuíno pelas pessoas que colaboram connosco e o talento para gerar sentimentos positivos nestas pessoas (Goleman, 2015). Este aultor apresenta 6 tipos de liderança: a visionária (partilha de sonhos), o coaching (individuos e metas), a aflitiva (individuos e emoções), a democrática (compromisso de participação), a pacesetting (desafios e metas) e a dominante (coerciva). Assim sendo, os enfermeiros gestores devem ser agentes de mudança, para novas lideranças que motivem as pessoas a agir e não se limitarem a legar ordens. Foi desenvolvido um estudo no sentido de conhecer a prevalência de diferentes perfis de liderança nas equipas de enfermagem. A questão formuladas para este estudo foi identificar os perfis de liderança do Enfermeiro-Chefe. Foi utilizado o método da revisão sistemática da literatura PO, com base na classificação PI(C)O-Participantes, Intervenções, Comparações e Resultados. Realizou-se uma pesquisa na plataforma ISI Web of Knowledge com os seguintes descritores: leader* profile; leader* style; leader* type; nursing staff; nursing team; nursing manager e midwifery. Cruzaram-se os seguintes descritores, leader* profile or leader* style or leader* type and nursing staff or nursing team or nursing manager or midwifery. Estabeleceram-se como critérios de inclusão: artigos publicados na última década, em países de origem latina (nos países do Brasil, Itália, Portugal, Espanha, França, Argêntina e Chile). Da pesquisa emergiram 37 artigos, dos quais após análise dos resumos, foram excluidos aqueles em que a mostra eram outros profissionais de saúde, artigos não disponíveis em texto completo e artigos não gratuitos. Feita a avaliação crítica da qualidade dos estudos, resultou uma amostra de dois artigos. O estudo de Álvarez, Sotomayor, Figueroa, Hernández e Martinéz (2013) tem como amostra 214 enfermeiros de ambos os sexos a exercer funções em cuidados diferenciados. Os estilos de liderança identificados pelos enfermeiros com maior prevalência foram o “entrenador” , seguido do estilo “delegador” . Pelo que podemos determinar , com base nos estilos de liderança assumidos no enquadramento, que o estilo com maior referência é o de coaching. O estudo de Furtado, Batista e Silva (2011) contempla 266 enfermeiras , das quais 22 são chefes e 244 são enfermeiras com funções de chefia. A auto-avaliação efetuada por estas enfermeiras em relação ao seu estilo de liderança, evidencia como estilo “persuading/sharing” , que reportamos para o estilo visionário. Concluímos, que quando são os profissionais prestadores de cuidados a avaliar os seus líderes em relação à liderança o estilo predominante encontrado foi o de líder coaching, em contrapartida quando são os próprios líderes a fazer a sua auto-avaliação estes revêem-se como líderes visionários na sua maioria. Relativamente à satisfação dos enfermeiros relacionada com o tipo de liderança são os chefiados por líderes coaching e o visionário os responsáveis por profissionais mais satisfeitos. O reduzido número de trabalhos encontrados constitui limitação deste estudo.
